Nesse mês de Maio assisti à apenas 2 filmes no cinema, ” Entre Abelhas ” e ” O Vendedor de Passados “. Eu estava aguardando ansiosamente a estréia de Entre Abelhas, pois gosto muito do trabalho do Fábio Porchat. Quando soube que o longa era do gênero tragicomédia me animei. Eu já assistia à seus stand ups e ele parecia ser um ator muito versátil, o que se confirmou com sua atuação no filme.

1

A trama dirigida por Ian SBF gira em torno de Bruno (Fábio Porchat) que depois de se divorciar começa a não ver mais as pessoas. Sua mãe (Irene Ravache) tenta ajudá-lo levando-o a médicos e pedindo ajuda a um atendente de lanchonete (Luiz Lobianco) para fazer testes a fim de tentar entender o que acontecia com Bruno.

A tragicomédia é um misto de risos e drama, o que gerou em mim um interesse imenso e prendeu minha atenção até o final. Para quem ainda não viu vale a pena assistir e se preparar para rir com os testes arquitetados pela mãe de Bruno, e também se sentir imerso no problema do protagonista.

Assisti à algumas entrevistas de Porchat sobre o filme e encontrei em suas palavras o que imaginei ao final da trama: O problema exposto é algo que acontece conosco quando, pela rotina ou pela ansiedade passamos a viver de forma automática. Vamos pagar algo no caixa do supermercado e nem notamos na atendente, e mal ela em nós. Tudo já é tão mecânico que se pararmos pra pensar passamos por muitas pessoas durante o dia, mas notamos em pouquíssimas. Vemos sem olhar. O sentido “visão” está ali, mas o interesse, a atenção, não.

Eu gostei muito do filme. Curto trabalhos assim, que nos deixam um convite para reflexão ao final. Pensei muito sobre ele e estou aguardando a chegada do DVD para assisti-lo outras vezes.

Separador

2

Confesso que não estava muito animada para assistir ” O Vendedor de Passados ” pois o trailer não me instigou, mas fui guiada pela curiosidade que o título gerou.

O filme é um drama dirigido por Lula Buarque de Hollanda e gira em torno de Vicente (Lázaro Ramos) e seu trabalho: Criar passados através da manipulação de fotos e vídeos.

Ele é procurado por pessoas que desejam modificar suas histórias, seja inventando ex casamentos ou apagando crimes. Tudo vai bem até que Vicente recebe uma cliente que deseja um novo passado, mas se recusa a lhe dar qualquer informação sobre si. Ele a nomeia de Clara (Alinne Morais) e se entrega a criação de sua história.

As indagações de Clara motivam Vicente a correr atrás de seu verdadeiro passado, pois ele sabia que era adotado mas não conseguia mais informações sobre sua origem. Eles se envolvem, mas ela era muito mais misteriosa do que ele pensava.

O filme acaba de forma surpreendente. A atuação da Alinne me surpreendeu. Indico a todos que gostam de algum suspense e muita surpresa.