Semana passada postei um vídeo em colaboração sobre criação gordofóbica com a Alexandra, do canal Alexandrismos. Falamos sobre as consequências de uma criação onde somos oprimidas e criticadas pelo nosso corpo, onde as pessoas preferem nos ofender – acreditando que assim vamos mudar – do que nos incentivar a amarmos e respeitarmos a nós mesmas.

São dois vídeos sobre o tema. Confira o que foi ao ar no meu canal no topo do post e o que foi para o canal da Alex aqui:

O assunto é complexo e passa por outros diversos, como machismo e pressão estética. Não basta ser magra, tem que ser comportadinha. Não basta ser magra e comportadinha, tem que ser bonitinha, cabelinho na moda e barriga lisinha.

Nossa família acaba nos moldando para sermos o que eles querem que sejamos, mas chega um momento em que tomamos consciência de que não somos uma extensão dos nossos pais, mas sim seres independentes. Assim, não precisamos carregar tradições, preconceitos nem o peso das exigências e pressões da nossa família.

Não precisamos ser quem os outros querem que sejamos.

Precisamos ser nós mesmos. Atentar ao nosso jeitinho único de existir. Só assim conseguiremos praticar o auto conhecimento, cultivar o auto amor e finalmente nos sentirmos plenas, felizes e confortáveis dentro da nossa pele.

Se aproximar de pessoas que viveram coisas parecidas e falar sobre ajuda muito. Quando descobrimos que uma coisa não acontece só com a gente conseguimos compartilhar experiências. Isso nos ajuda a desenvolver uma nova visão da vida, superar traumas e seguir em frente.

É melhor passar a vida toda tentando se aceitar do que passar a vida toda se odiando e querendo ser uma pessoa diferente da que você é.

Gostei demais de gravar com a Alexandra. Passamos por situações parecidíssimas e ela me acrescentou muito. Fiquei feliz que nossa sintonia tenha sido boa a ponto de diversas pessoas falarem disso nos comentários de ambos os vídeos. Adoro conversar com pessoas que viveram coisas parecidas com as que vivi. Sinto-me amparada e gosto muito de saber as diferentes formas de lidar com a mesma questão.