Decidi assistir La La Land – Cantando Estações em cima da hora quando escolhia um filme no auto atendimento do cinema. Ao vê-lo na lista, lembrei que o longa teve 14 indicações ao Oscar em 13 categorias, dentre elas de Melhor Filme. Não tive como não assistir!

Filme La La Land

O musical se passa em 1950/1960 e tem Damien Chazelle como diretor, o mesmo de Whiplash – Em Busca da Perfeição e, apesar de não ter assistido ao filme ainda, ouvi falar muito bem dele e fiquei ansiosa para sentir a vibe de La La Land.

Confesso que nos momentos inicias do filme, com todos cantando e dançando, fiquei meio assim. Eu gosto de filmes com música, mas fiquei receosa que as 2h de filme fossem apenas isso. Notei que algumas pessoas no cinema comentaram sobre também, mas persistimos.

Logo conhecemos Mia (Emma Stone), atendente de uma cafeteria que fica num grande estúdio. Seu sonho é ser atriz e para isso largou a faculdade de direito e fez vários testes, porém sem retorno. Mais a frente Mia cruza-se com Sebastian, um pianista que sonha em ter um estabelecimento onde possa perpetuar o jazz tradicional. Ambos tem grandes sonhos que envolvem a arte, porém sem grandes conquistas.

Filme La La Land

A sincronia dos dois é notável: Ele cantam, sapateiam, danças e cruzam olhares lindamente. Gostei demais da vibe romance da vida real, onde eles se conheceram, ficaram amigos e aos poucos foram se aproximando, até realmente engatarem um relacionamento amoroso. Os dois divertem-se juntos, motivam-se a buscar cada um seu sonho, pensando não no que os outros querem deles, mas no que realmente acreditam.

Há realidade em toda linha de raciocínio do filme e mesmo com as levitações e cenários excêntricos, o relacionamento dos protagonistas foi o que prendeu minha atenção e me emocionou todo o tempo.

O jogo de luz e som é incrível: Os cortes são grosseiros, de uma cena barulhenta e colorida para uma escura e silenciosa. De outra aberta para o foco em apenas um personagem. Tudo isso me causou certo desconforto, porém ao mesmo tempo me deixou ainda mais interessada em saber o que mais aconteceria no filme.

Filme La La Land

O final foi bem diferente do óbvio. Eu descreveria como uma coisa muito louca que no fim deu certo, mas não do jeito que esperávamos. Fez-me pensar no que é amar de verdade e no que é “amar pra sempre“.

Assisti ao filme numa terça feira na sessão de 18:30h, no Botafogo Praia Shopping. O cinema estava cheio, mas não lotado, e as cadeiras são muito confortáveis. Lá o cinema é Cinemark e rolou uma propaganda tão intensa da pipoca antes do filmes que fiquei com água na boca, mas não cheguei a prová-la. Pago meia entrada (sou universitária), a qual custou R$ 14.

Opinião Final

O musical invoca uma reflexão sobre quantas derrotas são necessárias para nos fazer abrir mão dos nossos sonhos por estabilidade e medo do que os outros possam pensar. O filme também fala um pouco sobre a história do Jazz, a qual me interessei bastante, pois curto muito o estilo.

A interpretação de Emma Stone (Mia) foi incrível. Ela interpretava interpretando, foi louco! Também choquei com John Legend interpretando Keith, “amigo” de Sebastian. Adoro as músicas dele!

As músicas são lindas e na trilha sonora do longa estão  “City of Stars” e “Epilogue“, as duas músicas que mais gostei.

Eu gostei do filme, mas me senti com uma mente primária demais para compreender a genialidade da qual todos falam dele. Entendo que o filme é único, clássico e excêntrico, real e fantasioso, emocionante e divertido, porém ainda há alguns nós na minha cabeça. Ah, e gostaria de ressaltar que esse não é o meu estilo preferido de filme.